Presidente Lula em Ribeirão Preto

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Presidente Lula em Ribeirão Preto

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O presidente Lula esteve em Ribeirão Preto nesta terça-feira (23), para fazer a solda inaugural do primeiro trecho do etanolduto, entre Ribeirão Preto e Paulínia. A cerimônia teve a participação do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, dos ministros da Agricultura, Wagner Rossi, e da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Soares Dulci, e da prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera

Em seu discurso, o presidente Lula deixou o etanolduto de lado para criticar o mercado internacional que impõe sobretaxas aos produtos brasileiros, entre eles o etanol, e preferiu falar sobre o Compromisso Nacional assumido entre governo, indústria e trabalhadores para melhorar as condições do emprego nos canaviais. “Consegui vender a ideia de que a humanização do trabalho nos canaviais era importante para colocar o etanol lá fora”, disse.

O presidente fez um balanço de seu governo, destacando as conquistas no setor de crédito, educação, energia e os investimentos no setor sucroalcooleiro. “Votando em mim ou não, os usineiros têm que olhar para mim e dizer que fui o presidente que mais cuidei deles”, afirmou.

Lula finalizou deixando a porta aberta para o governo Dilma. “Com a Dilma, o Brasil vai mostrar que as mulheres querem e podem definitivamente governar esse país”, concluiu.

Economia

O duto inaugurado por Lula cobre 202 quilômetros entre Ribeirão Preto e Paulínia e é a primeira etapa dos 850 quilômetros que irá ligar a região produtora de Itajaí (GO) à refinaria Replan. Seu percurso passará por 45 municípios, entre eles 25 nas regiões de Ribeirão Preto, Central e de Campinas.

Obra prioritária do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para o setor, o etanolduto será um sistema multimodal. De acordo com o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o sistema combina os dois transportes mais baratos: os dutos e a hidrovia, agregando ao setor sucroalcooleiro eficiência financeira, logística e ecológica.

Segundo Machado, com o etanolduto, 1,5 mil caminhões deixarão de circular pelas rodovias, dimininuindo consideravelmente o custo do transporte. “Hoje 95% do transporte de álcool é feito por caminhão, justamente o modal mais caro”, disse.

O etanolduto fará uma intersecção com a hidrovia Tietê- Paraná para recolher o álcool do Mato Grosso do Sul e do Norte de São Paulo, por meio de terminais em Aramina e Araçatuba. Para isso a Transpetro deve fechar a contratação de 80 barcaças e 20 empurradores, o que, segundo Machado, irá economizar 80 mil viagens de caminhão por ano.

Cada comboio, formado por um empurrador e quatro barcaças, terá capacidade para transportar 7,2 mil metros cúbicos de etanol, o equivalente a 86 vagões ou 172 carretas de etanol.

Ligação direta entre produção e exportação

O etanolduto deverá ser concluído em meados de 2014, quando terá capacidade para transportar 21 bilhões de litros de etanol. Mas bem antes disso começa a operar. O sistema foi projetado para crescer de forma modular da região consumidora para a produtora. Por isso irá começar de Ribeirão – Paulínia em direção a Goiás. Paralelamente, outros ramais começarão a ser implantados, usando linhas já existentes para o Vale do Paraíba e Litoral, viabilizando a exportação.

Antes da finalização do duto Ribeirão – Paulínia, a extensão Ribeirão – Uberaba deverá ser iniciada, com previsão para começar as atividades entre dezembro de 2012 e fevereiro de 2013.

Também em 2013 deverão entrar em operação o primeiro comboio de barcaças que irá atuar na hidrovia.

A última etapa da construção do duto, de Uberaba a Jataí, deverá ser concluída entre dezembro de 2013 e o final do primeiro trimestre de 2014.

O investimento total será de R$ 5,7 bilhões. Boa parte desse montante será financiado pelo BNDES. O projeto é coordenado pela PMCC Projetos de Transporte de Álcool S.A. Por um acordo assinado em Ribeirão Preto, nesta terça-feira, a empresa, que originalmente era composta pela Petrobras, Mitsui e Camargo Corrêa, passa a ter nova formação societária, sem a Mitsui e que inclui a Cosan, maior produtora de etanol do Brasil, com 20%, a Coopersucar, maior cooperativa de produtores, com 20%, a Uniduto, com 10% e a Odebrecht Transport Participações (OTP), com 20%. Das sócias originais, a Petrobras detém 20% e a Camargo Corrêa, 10%.

Qualidade e preço

De acordo com o presidente da PMCC, Alberto Guimarães, todo etanol recolhido pelos dutos deverão atender às mesmas especificações e os produtores terão a garantia da entrega de seu produto.

Segundo o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o etanolduto vai possibilitar aumentar o lucro do setor e irá refletir também nas bombas de abastecimento do consumidor. “É uma nova etapa para a produção e comercialização do etanol”, afirmou.

Fonte: EPTV

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