Municípios da região cortam obras e festas para fechar ano

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Domingo, 12 de Dezembro de 2010 – 21h04

Municípios da região cortam obras e festas para fechar ano

Queda de repasse do FPM prejudica municípios menores, mas Ribeirão também sofre com déficit

Hélio Pellissari

Prefeituras da região de Ribeirão Preto passaram a cortar gastos com obras e festas para garantir o pagamento de salários e a manutenção de serviços. O principal motivo do aperto de cinto é a queda de receita do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

As cidades menores são as que enfrentam maiores problemas para fechar as contas neste final de ano. Em Guatapará, com 6.966 habitantes (segundo dados do IBGE) e Orçamento de cerca de R$ 20 milhões, a prefeitura teve de suspender e atrasar a conclusão de algumas obras para garantir o pagamento dos salários e 13º dos servidores.

“Vamos conseguir pagar a folha e os fornecedores e fechar sem déficit, mas nós tivemos de atrasar algumas obras”, admite o prefeito Samir Redondo (PSDB).

Ele explica que o valor do FPM é o mesmo de dois anos e que deve cair um pouco mais até o final do ano. “As pequenas cidades estão quebradas”, afirmou Redondo.

A mesma situação é enfrentada pela Prefeitura de Altinópolis, com 15.609 habitantes e Orçamento que deve fechar em R$ 28 milhões. A prefeitura adiou a construção de duas escolas e uma creche neste ano para poder manter as contas do município em dia.

“Vamos terminar o ano com as contas em dia, mas tivemos de tomar várias medidas ao longo do ano para segurar as despesas”, disse o prefeito de Altinópolis, Marco Ernani Hyssa Luiz (PMDB).

Ele afirmou que não teve outra opção além de adiar algumas obras. “A partir de janeiro vamos definir quais serão feitas”, disse.

Déficit

A Prefeitura de Ribeirão Preto, que é a maior cidade da região, optou por manter os serviços e não suspender as obras no município. Entretanto, a administração municipal prevê arrecadar R$ 1,3 bilhão e já está com um déficit acumulado até outubro de R$ 80 milhões. A previsão é de fechar o ano no vermelho, com dívidas que ultrapassem os R$ 100 milhões.

“Nós não paralisamos nenhuma obra e todos os serviços serão mantidos. Começamos a reordenar os gastos e a reduzir as despesas, sem prejudicar a população”, afirmou o secretário da Casa Civil de Ribeirão, Luchesi Júnior (DEM).

Fonte: Jornal A Cidade

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