PSD reúne-se para acelerar criação do partido e rever decisão no Senado

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PSD reúne-se para acelerar criação do partido e rever decisão no Senado

Texto publicado em 01 de Julho de 2011 – 10h54*

** Preocupados com as investidas dos adversários, políticos que tentam
fundar o PSD estão se mobilizando para dar agilidade ao processo de criação
do partido. Numa grande reunião realizada na quarta-feira à noite, em
Brasília, na casa do deputado federal paulista Guilherme Mussi (de saída do
PV), representantes de 20 Estados fizeram uma prestação de contas ao
prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, dizendo como está a montagem da
sigla.

O encontro reuniu 53 deputados federais, o governador do Amazonas Omar Aziz
(PMN), os vice-governadores Otto Alencar (PP), da Bahia, e Rômulo Gouveia
(PSDB), da Paraíba, o senador Sérgio Petecão (PMN), do Acre, além de outros
líderes estaduais da legenda em formação.

Os advogados do partido tentaram tranqüilizar os integrantes sobre a
situação jurídica do PSD, mas pediram celeridade para que o processo de
registro nos cartórios municipais seja feito até 30 de julho.

“A morosidade assusta e alguma liderança pode deixar de vir, se não dermos
agilidade”, afirma Petecão.

Durante a reunião, foi feita a contagem das assinaturas de apoio à criação
do partido. O PSD precisa de 482 mil, recolhidas em pelo menos nove Estados,
e o total já ultrapassa 1 milhão de nomes. A existência de assinaturas de
pessoas mortas, porém, tem sido denunciada e incentivou o DEM – partido mais
prejudicado com migrações para o PSD – a deflagrar uma “guerra jurídica” que
questiona a veracidade dos apoios à sigla.

A reunião ocorreu no mesmo dia em que o novo partido sofreu um revés no
Congresso. Na quarta-feira, numa votação no Senado, a Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) aprovou um projeto de lei que pune com perda de
mandato quem trocar de legenda para fundar um partido.

“O processo estava fluindo bem, mas vacilamos. Não chamamos nossos aliados
para a votação e eles se aproveitaram”, lamenta Petecão.

O senador já recolheu 11 assinaturas de colegas da Casa para que o projeto
deixe de ter caráter terminativo, o que o levaria diretamente à Câmara, e
passe pelo plenário.

O destaque ao projeto de lei, prevendo a perda de mandato, foi apresentado
pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e passou pelo placar apertado de 6 a
5, com voto de desempate de Francisco Dornelles (PP-RJ), que presidia a
sessão.

“O PSD não pode ter o monopólio da janela partidária. Está tirando gente de
tudo quanto é partido e causando uma grande confusão”, diz Dornelles,
presidente do PP, legenda que deve perder dois vice-governadores (da Bahia e
do Mato Grosso), um prefeito de capital (Maceió) e até seis deputados
federais.

Demóstenes Torres prefere não politizar a questão e diz que seu destaque
teve como objetivo compatibilizar o projeto com decisão do STF sobre o tema.
“Mas o DEM vai utilizar todos os instrumentos para valer seus direitos”,
diz, em referência às denúncias de assinaturas de apoio irregulares e de uso
da máquina pública para a criação do PSD. Dos seis votos contrários, três
foram de senadores do PMDB. Demóstenes afirma ter ficado surpreso com o de
Romero Jucá (RR), mas não sabe se houve orientação partidária.

Os deputados Guilherme Campos (SP) e Eduardo Sciarra (PR), ex-DEM, acusam
Demóstenes de “terrorismo” e tentativa de criar um fato político. “Vai ser
pior para eles. Se esse projeto chegar na Câmara, o PSD, que já estará de pé
antes disso, vira a última janela para troca de partido. Vamos passar de 50
deputados”, diz Campos. “É terrorismo, factoide” afirma Sciarra.

Fonte: Valor Econômico

 

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