Ex-prefeito deve ir a júri após tentar matar cunhado

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Ex-político teria tentado matar o sobrinho também; motivo, segundo a Promotoria de Justiça, teria sido banal

A Justiça de Altinópolis pronunciou no último dia 21 de maio o ex-prefeito Celso Vicentini Zuccoloto (PP), de 73 anos, que governou a cidade de 1983 a 1988, por tentativa de homicídio qualificada. Cabe recurso da decisão. 

A pronúncia —que significa que o réu deve ir a júri popular— refere-se a um caso ocorrido em 9 de outubro de 2008, quando o político foi acusado de tentar matar, a tiros, o cunhado Antônio Carlos Lima e o sobrinho Roberto Carlos Correia Lima, conhecido como Muquifa. O motivo, segundo a Promotoria de Justiça, teria sido banal. 

Consta na denúncia que, nesse dia, Antônio Carlos foi até a casa de sua irmã, Adeli, esposa do ex-prefeito, pegar as chaves da casa da mãe, falecida, com o objetivo de retirar alguns bens referentes à divisão da herança. O pedido teria sido negado pela irmã e uma discussão foi iniciada entre eles. 

O promotor Adinam Aparecido de Oliveira disse que, a partir daí, a briga ficou mais séria. “O Celso e o cunhado trocaram ofensas e empurrões, e vendo essa situação de descontrole, o Roberto, que aguardava o pai na calçada, tentou separá-los, mas também acabou trocando empurrões com o tio. Os dois (Roberto e Antônio Carlos) saíram do local em um carro e foram para suas casas.” 

O representante da Promotoria argumenta que, tomado por um desejo de vingança, o ex-prefeito teria se armado de um revólver calibre 38, subido em seu automóvel e ido atrás dos parentes. Ele disparou três tiros, e um deles atingiu o vidro do carro dirigido por Muquifa. Para o promotor, o homicídio só não foi consumado por “circunstâncias alheias à vontade do ex-chefe do Executivo”. 

A Gazeta tentou na tarde desta sexta-feira (1°) ouvir o advogado de defesa de Zuccoloto, Edmar Voltolini. Ele não atendeu as ligações em seu escritório. Nas alegações finais do processo, o advogado pediu a absolvição sumária do ex-prefeito por legítima defesa —o réu teria agido sob “violenta emoção” após ser xingado e agredido fisicamente.

Fonte: A Gazeta de Ribeirão

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