Uma cidade bizarra chamada Altinópolis-Por “Heitor Mazzoco”

Autor: Nenhum comentário Compartilhe:

De todos os lugares que visitei, um chama atenção: Altinópolis! Uma vez falei para uma indiana sobre Altinópolis. “É grega?”, questionou ela. Disse que não. “É brasileira. Em São Paulo”, respondi. Ela explicou ter pensado que a cidade era grega por causa do “polis” (cidade em grego). Hoje eu diria que a cidade é grega, pois falam grego em Altinópolis, principalmente na rua Coronel Honório Palma, 537 e na rua Major Garcia, 144. Uma cidade num país de língua portuguesa, mas que representantes (nem todos) falam grego.

As esquisitices não param por aí. Todos daquele município devem ter passado ao menos uma vez na vida pela rua Coronel Honório Palma. Existem duas agências do Banco do Brasil na rua, uma ao lado da outra. Tudo bem que outrora uma das agências era Nossa Caixa Nosso Banco. Mas já virou Banco do Brasil há muito tempo. Imagine a situação:

– O senhor resolverá seu problema na outra agência – diz o funcionário do Banco do Brasil.

– Vixi! É longe a outra agência? – questiona o cliente.

– Nada! É aqui do lado! – retruca o funcionário!

Altinópolis não para por aí com suas bizarrices. É o único lugar com o Asilo (Lar São Vicente) ao lado do cemitério. Imagine-me lá, após o almoço, olhar para o lado e ver que o futuro está logo ali. “Aí que almoço bom… aí deu indigestão”.  Pelo menos os velhinhos são bem tratados lá.

Cansou, caro leitor? Calma que tem mais! Altinópolis é a única cidade com uma igreja Católica “paquerando“ uma igreja Presbiteriana e vice-versa. Lá na praça Matriz tem a igreja Católica e, em frente, um pouquinho para o lado, a Presbiteriana. Uma a olhar a outra eternamente.

Não para por aí! Altinópolis tem placas por todo lado. É como se a Prefeitura pensasse que os moradores não soubessem se localizar. Lá na rua Coronel Honório Palma… Aliás, coitado do seu Honório Palma. Se eu fosse da família pediria para trocar o nome da rua, porque dizem que Honório Palma era um homem bom. Pelo menos o meu avô Antonio Honorato Guimarães falava bem dele… Bom, vamos voltar ao assunto. Lá na rua Coronel Honório Palma há tanta placa que me faz pensar ser destinada aos bêbados, pois assim eles conseguem se segurar até chegar em suas casas sem quedas.

O ministério Público deve investigar o motivo para tanta placa, pois até os bem-te-vis, nas rodas de fofoca, desconfiam que possa ser caso de corrupção. Enquanto isso, Roma continua com apelido de cidade eterna, Paris com apelido de cidade luz, Jerusalém ou Meca com apelido de cidade Santa e, Altinópolis, com apelido de cidade bizarra ou cidade das placas.

*Heitor Mazzoco é jornalista e pós-graduando em História, Sociedade e Cultura pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Artigo Anterior

Altinópolis, você quer alguns motivos para pensar bem antes de dar seu voto?

Próximo Artigo

“O quadro é assustador” revela o prefeito de Altinópolis Marco Ernani Hyssa Luiz

Confira também

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *